Sucessão familiar como fazer

Sucessão familiar: como fazer esse planejamento em sua PME?

A sua família tem um restaurante, um salão de beleza, uma pequena indústria de bolsas ou uma gráfica? Parabéns! Você faz parte de 80% das empresas familiares das 19 milhões de companhias que existem no Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Empresas Familiares no Brasil, divulgada no final de 2016, pela PWC.

Se, por um lado, há muito do que se orgulhar, também existem muitas provocações que precisam ser resolvidas pelas pequenas e médias empresas. O rigor no controle financeiro, o estímulo à profissionalização constante da equipe e, com certeza, o desafio de preparar a sucessão familiar estão entre esses pontos.

Confira algumas dicas que vão ajudá-lo a fazer o planejamento para a sucessão familiar em sua PME. Boa leitura!

Aprenda a lidar com o tempo

Fazer o correto dimensionamento do tempo é fundamental em diversos aspectos. Os gestores das PMEs precisam refletir sobre isso. Pensar que o tempo vai passar e que, geralmente, passa muito rápido; perceber que a época em que a empresa foi fundada era muito diferente do momento atual; entender que as demandas por práticas de gestão são muito mais urgentes atualmente.

Pensando em todos esses pontos, a liderança deve perceber o tempo como uma variável fluida. Para que o futuro seja produtivo, é preciso considerar as realidades do passado para que sejam feitas ações importantes no presente. Então, o fundador do negócio precisa começar a cultivar o terreno para que a colheita seja farta e garantida no futuro.

Planeje a sucessão

Qualquer plano de sucessão precisa de um cuidadoso planejamento. Esse planejamento pode ser feito com a participação de todos os gestores ou pode ser pensado pela presidência e votado pelos demais. Uma alternativa é contar com o apoio de uma empresa especializada que auxiliará em todo esse processo, do início ao fim.

Esse momento envolve várias etapas: descrição dos critérios para sucessão, regras claras para as próximas gerações, elaboração da documentação que oficializa todas essas regras, providências relacionadas aos critérios de transição e outros tópicos importantes.

O essencial é que esse documento seja feito de forma estruturada, com datas e metas, e que todos os envolvidos tomem conhecimento dessas variáveis e entendam todo o trâmite.

Garanta a profissionalização

O processo de sucessão em uma empresa familiar não é simples. Muitas vezes, os laços de sangue dificultam muito mais o procedimento do que facilitam. Por isso, esse trâmite precisa ser o mais profissional e transparente possível. Isso vai garantir que nenhum filho ou parente seja preterido ou que ninguém seja beneficiado se realmente não estiver dentro dos critérios.

É interessante fazer essa comparação com o processo monárquico. Há regras de sucessão para assumir o trono, e muitas delas exigem certos esforços. Na PME, esses critérios devem estar direcionados ao aumento de qualidade no trabalho que beneficiará a empresa. Por isso, na maior parte das vezes, não bastará ser o primogênito, mas será fundamental ter a experiência e a capacitação adequadas.

Escolha os critérios certos

Muitos pequenos e médios empreendedores pensam que condições devem ser consideradas justas e quais devem ser incluídas no plano de sucessão. Tudo isso deve ser analisado de acordo com o tamanho, o contexto e a realidade de cada instituição. Entretanto, deve-se pensar em alguns critérios, como idade, formação necessária e experiência em empresas do ramo.

Por exemplo, para assumir cargos de diretoria ou a presidência da organização, os candidatos devem ter graduação e pós-graduação em uma área específica, devem ter passado em, pelo menos, cinco áreas da empresa e precisam ter experiência de, no mínimo, dois anos em outras organizações do mesmo segmento, que sejam maiores ou que tenham o mesmo tamanho da empresa familiar.

O critério de idade pode servir como teto para ocupar esses lugares. Por exemplo, o presidente terá que deixar o cargo ao completar 80 anos.

Mantenha a comunicação

Por mais que toda a política de sucessão tenha sido elaborada e registrada em cartório, é importante que os colaboradores tenham contato constante com ela. É interessante realizar reuniões gerenciais regulares para falar sobre o assunto, atualizar sobre as capacitações desejadas, mostrar estudos de caso de outras empresas similares à sua, entre outras ações de comunicação e estímulo.

No decorrer do processo, o grupo pode sentir necessidade de adequar o planejamento. Isso pode ser feito desde que haja justificativa plausível e desde que a alteração seja votada em assembleia. Pesquisas e estudos devem ser usados para justificar qualquer mudança. É muito importante que as alterações sejam baseadas em fatos provados criteriosamente e não em opiniões ou vontades.

Valorize o olhar de fora

As empresas familiares costumam ter um vício perigoso: o de olhar apenas para o próprio umbigo. Isso pode ser muito improdutivo por dificultar a inovação e a troca de ideias. Por exemplo, se o mercado está usando um novo software de gestão, a sua PME deve estar atenta e procurar saber se essa é uma boa opção também para a sua empresa.

Por isso, é tão importante que a sua organização seja composta também por pessoas que não sejam da família. Elas podem apresentar olhares diversificados e não viciados.

Os familiares vão sempre considerar uma decisão com base no temperamento da pessoa que a tomou. O indivíduo que vem de fora não terá essa visão. Ele saberá ponderar cada atitude com base simplesmente no que ela representa e não em seu histórico familiar.

Essas questões podem parecer muito sutis no ambiente empresarial, mas, com certeza, fazem toda a diferença para a manutenção da produtividade e da boa convivência.

Ensine e aprenda com as novas gerações

Uma das coisas mais difíceis de fazer quando o assunto é sucessão familiar é mostrar que todas as gerações são importantes e têm algo a ensinar. Os mais velhos costumam se fechar às novas possibilidades, querendo que as gerações seguintes façam tudo como eles sempre fizeram. Por outro lado, os tempos são outros e as necessidades mudam. Nesse sentido, é importante agir com flexibilidade e coração aberto.

As novas gerações devem ser consideradas com toda a atenção. A rapidez e a urgência com que elas trabalham podem ensinar muito às gerações anteriores. Claro que elas também têm algumas questões que devem ser ajustadas, como a ansiedade, mas cada geração tem suas necessidades e características. As novas só aprenderão a melhor forma de fazer e gerir se os profissionais anteriores mostrarem como.

Quer saber um pouco mais sobre sucessão familiar? Então conheça os cuidados ao administrar uma empresa familiar! Não perca!

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