Saiba como fazer uma boa gestão fiscal de pequenas empresas

A arrecadação fiscal brasileira é considerada uma pedra no sapato por muitos empresários. O país, atualmente, ocupa a 14ª posição na lista das nações com maior carga tributária do mundo, o que pode chegar a reter até 33% do faturamento das empresas nacionais.

Por essa razão, ter uma boa gestão fiscal é importante para qualquer empresa. Ainda mais aquelas de micro ou pequeno porte. É crucial ficar atualizado sobre as melhores maneiras de fazer uma administração efetiva.

Você tem dúvidas sobre o assunto? Já passou por problemas com a arrecadação tributária? Veja aqui as principais dicas para melhorar a gestão fiscal de pequenas empresas.

Escolha um bom regime tributário

Uma das atitudes mais importantes para ser cumprida dentro da sua empresa é escolher o melhor regime tributário para ela. No Brasil, existem algumas opções de regimes tributários para empresas: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real.

O Simples é um regime tributário simplificado e unificado, em que parte do seu faturamento mensal será paga para dado tributo, que varia de acordo com a arrecadação dos últimos seis meses da empresa. Neste tipo de arrecadação, tributos como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, PIS, Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), INSS (a parte da empresa, não do funcionário) e alguns outros são substituídos pelo valor total liquidado.

Já a diferença do Lucro Real para o Presumido é a seguinte: no cálculo da tributação da primeira opção, é levado em consideração o lucro da empresa que fora apurado pela sua contabilidade; enquanto que, na segunda, este cálculo é feito a partir de porcentagens pré-definidas pela pessoa jurídica (daí o nome “presumido”). Estes valores incidem sobre quatro tributos: o IR-PJ e a CSSL (estes em cima do seu lucro), o PIS e a Cofins.

A escolha da melhor tributação para a sua empresa vai depender, além do ramo em que ela atua, do perfil de cada negócio. Por isso, não há uma resposta conclusiva para qual regime é melhor em determinada área, e cada caso precisa ser analisado individualmente.

Conheça os tipos de tributos que existem

Para quem está começando a empresa, muitas vezes os termos “imposto” e “tributo” trazem o mesmo significado. No entanto, isso não é verdade.

O tributo é, em realidade, todo valor monetário que uma pessoa jurídica ou física deverá pagar de forma compulsória para seu governo, tanto federal quanto estadual ou municipal, no papel de contribuinte. E imposto é um tipo de tributo que é pago para custear despesas da Administração Pública, serviços públicos e investimentos governamentais, mas em forma não vinculada (é devido pelo contribuinte, independentemente de qualquer contraprestação específica por parte do poder estatal).

Em resumo, pode-se dizer que todo imposto é um tributo, no entanto nem todo tributo é um imposto.

Além dos impostos, existem outras formas de arrecadação tributária, como é o caso das taxas e da contribuição de melhorias.

As taxas são tributos gerados por um órgão público ou que tenha poder de fazê-lo, como é o caso dos licenciamentos de automóveis ou de emissão de documentos. Já a contribuição de melhoria é uma arrecadação que visa cobrir gastos com obras públicas (de valorização imobiliária) de um local. Por exemplo: se você mora de frente para uma avenida que está sendo ampliada, o que valorizará a área em que vive, pode ter que arcar com determinada quantia de contribuição.

Tenha um bom plano de gestão

O plano de gestão é o principal aliado na hora de evitar dores de cabeça com o fisco. Por isso, investir em um planejamento eficiente é essencial dentro das pequenas empresas. Você conhece aquele ditado que diz que “prevenir é melhor do que remediar”? No caso da gestão fiscal, a prevenção pode ser cumprida com o auxílio de um apropriado planejamento orçamentário.

Em um bom plano de gestão tributária, é relevante escolher a forma correta de lidar com o ônus da tributação (ou seja, com aquilo que você pagará ao governo), para garantir que não terá problemas com o Fisco no futuro.

Alie-se à tecnologia

Se a tecnologia é algo que veio para ficar, por que não usá-la a seu favor?

Na web, estão disponíveis vários aplicativos e softwares que podem auxiliar enormemente o empreendedor na hora de fazer sua gestão tributária. Contar com este tipo de serviço, ao invés da tradicional planilha feita à mão ou no Excel, pode ajudar sua empresa a otimizar seu funcionamento, além de impedir erros humanos e diminuir o tempo total gasto com essa coleta de informações.

Não se esqueça dos benefícios fiscais

Da mesma forma que uma empresa deve pagar vários tributos, ela também pode receber alguns benefícios fiscais. Nos últimos anos, o governo brasileiro vem injetando dinheiro em empresas de pequeno e médio porte, em projetos com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

Graças a aqueles incentivos fiscais, diversas empresas podem pagar tributação reduzida, o que aumenta sua margem de lucro.

Guarde todas as suas notas fiscais

Muitas empresas, depois de emitirem ou receberem notas fiscais, jogam fora ou guardam os documentos em algum lugar e se esquecem destes. Trata-se de um deslize bem comum feito por empresários, e que pode ser facilmente evitado.

É imprescindível guardar todas as notas fiscais do empreendimento em local organizado, dividindo-as por categorias (como, por exemplo, clientes e fornecedores). Portanto, sempre que precisar verificar algum valor, estes documentos estarão a fácil alcance.

Mantenha-se atualizado

A legislação fiscal e tributária do Brasil é algo que muda com considerável frequência.

Por tal razão, é imprescindível que a pessoa encarregada da gestão tributária se mantenha atualizada sobre o tema — seja em bons cursos preparatórios, seja com leitura de materiais específicos.

Invista em uma empresa especializada em auditoria

Para quem não se sente totalmente seguro cuidando, sozinho, da gestão tributária de um empreendimento, investir na assessoria de uma empresa especializada por ser uma ótima dica. Desta maneira, todo o serviço seria terceirizado e ficaria em mãos de quem realmente domina o assunto.

Apesar de ser um custo adicional para sua pequena empresa, na maioria das situações vale muito a pena. Com o uso deste tipo de serviço, ficará possível ter maior controle sobre as operações financeiras do local.

A má gestão de uma empresa é uma das principais razões para que ela vá à falência. No caso dos negócios de pequeno porte, algumas medidas podem ser tomadas, entre elas a melhoria em seu planejamento, a adoção de sistemas digitais e, até mesmo, a contratação de empresas especializadas em contabilidade. Além disso, é imperativo que o empresário se mantenha atualizado sobre as questões fiscais, para poder ter real controle sobre tudo o que acontece dentro de seu negócio.

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