Planejamento logístico: por que é o primeiro passo ao empreender no varejo?

A logística envolve diversas atividades, que incluem a aquisição de materiais, transporte e armazenagem. Assim, na prática, um fluxo bem elaborado garante a gestão eficiente da área de compras desde a sua origem até o ponto de consumo, o cliente final.

E uma das formas de aprimorar esse progresso da logística dentro de uma empresa é a aplicação de recursos tecnológicos com o intuito de obter melhor desempenho e, consequentemente, acelerar o crescimento da organização.

No caso de empreendedores que atuam no mercado varejista, especificamente, pode-se colher bons resultados, como a redução de custos, melhorias nos métodos de gestão e expansão de oportunidades.

Por isso, para compreender a importância do processo de planejamento logístico para o setor de varejo e conhecer as suas etapas mais importantes, continue lendo este post!

A relevância do planejamento logístico

A logística retrata uma das áreas mais importantes de empresas de diversos setores, cujo papel se estende desde as atividades de abastecimento até o planejamento estratégico. Sua influência começa na cadeia de suprimentos, com o delineamento dos valores de estoque mínimo para cada item e programação da frequência de abastecimento.

Além disso, ela tem impacto no processo de entrega e acondicionamento dos produtos no armazém. Por fim, ainda contribui para o atendimento ao cliente, que encontra ampla variedade de artigos à disposição.

Adotar um planejamento para essa área, portanto, representa um grande passo para a administração de um negócio, com potencial para colocar o empreendimento pleno funcionamento operacional.

Principais etapas do planejamento logístico para o varejo

1. Alterne o modal de transporte

No Brasil, o modal utilizado pela maioria das companhias é o rodoviário. Isso significa que a maior parte do transporte de materiais é feita por meio de estradas e rodovias até o cliente. Ainda assim, é importante conhecer os demais modais para determinar qual deles é o mais vantajoso para cada etapa de trajeto.

O modal ferroviário, por exemplo, é muito utilizado no setor de mineração para o deslocamento de insumos volumosos e que percorrem longas distâncias de trem. Já o modal hidroviário tem duas vertentes:

  • a fluvial, que realiza o deslocamento de barco em rios e é comum para o acesso em regiões remotas;
  • a marítima, que se destaca por sua aplicação nas atividades de importação e exportação de produtos em navios (ideal para o envio de contêineres em longos percursos).

O modal aéreo, por sua agilidade no processo de entrega, é ideal para a condução de cargas de baixo peso e em caráter de urgência — mas os seus custos podem ser elevados.

Enfim, cada tipo de negócio requer uma análise de recursos e necessidades para selecionar o tipo modal ideal para cada circunstância.

2. Escolha a empresa transportadora

Para empreendedores que não possuem frota própria, é preciso encontrar um parceiro para cuidar do deslocamento das cargas.

Estabelecimentos do varejo como supermercados, por exemplo, dependem da agilidade dos serviços de transportes para garantir o suprimento de seus itens, o que requer a contratação de uma transportadora apta a atender às necessidades do negócio.

Por isso, a avaliação da empresa mais adequada deve incluir o preço dos fretes e capacidade de atendimento para mensurar o seu impacto no custo final do produto.

É fundamental contratar um prestador de serviço consolidado capaz de lidar com o volume de entregas em tempo hábil, garantir a integridade da carga em todas as etapas do trajeto e assegurar o monitoramento de cada veículo.

3. Planeje as rotas de entrega

A importância da roteirização da coleta de pedidos nos fornecedores e da entrega dos pedidos aos clientes é de vital importância para obter custos reduzidos em toda a operação.

Nesse sentido, o planejamento da rota visa otimizar a entrega, buscando o itinerário mais econômico em termos de tempo, consumo de combustível e pedágios. E o aproveitamento do espaço nos veículos é ideal para minimizar os custos, devendo ser empregado em sua capacidade máxima permitida pelos parâmetros de segurança.

4. Selecione fornecedores apropriados

Os fornecedores devem ser considerados como parceiros na operação de uma empresa, devido ao seu papel na execução da cadeia de suprimentos.

Afinal, trata-se de uma relação de confiança e interdependência, na qual o fornecedor depende do cliente para manter os seus negócios ao mesmo tempo em que a qualidade dos produtos incrementa o volume de vendas ao consumidor final.

Mas o processo de cotação e compras vai além da aquisição de itens para revenda. É importante garantir a pontualidade na entrega, oferecer preços justos e apresentar flexibilidade para lidar com os obstáculos que o mercado impõe.

A busca por essas características pode até tornar o processo de escolha mais lento, mas a recompensa é maior em longo prazo.

5. Organize o espaço físico e estocagem

O controle do estoque é uma das atividades que mais consome tempo e recursos para se gerenciar corretamente. Por essa razão, é crucial encontrar formas de aperfeiçoar o processo, tornando-o mais ágil e acessível financeiramente.

A atividade que leva os produtos até a prateleira para o cliente passa por diversas etapas que demandam controle e acompanhamento constante. Assim, é preciso planejar a organização do espaço físico para facilitar o processo de carga e descarga de veículos, permitir a circulação de empilhadeiras para alocar cada carga em seu local e separar os produtos em ordem para consumo.

E o espaço do armazém deve estar arranjado para manter todo tipo de mercadoria em perfeitas condições, contando com controle de temperatura e disposição de produtos químicos, por exemplo.

6. Planeje a reposição de produtos

O planejamento de reposição de mercadorias exige um equilíbrio delicado entre os parceiros e fornecedores para manter estoques sempre equipados. Isso porque, quando o cliente não encontra um produto desejado em uma loja, sua alternativa é recorrer à concorrência.

Esse fenômeno é chamado de ruptura de estoque, e precisa ser evitado, pois provoca grande insatisfação ao consumidor. E uma das formas de contornar esse fator é acompanhar os níveis de estoque de maneira minuciosa e programar a colocação de pedidos para o fornecedor.

No entanto, mesmo com esse tipo de planejamento, imprevistos podem ocorrer, como atrasos na entrega ou indisponibilidade de mercadorias. A alternativa, então, é aumentar a quantidade de pedidos considerando o risco de escassez.

7. Desenhe o fluxo de vendas

Essa é a atividade realizada pelo time de vendas para delinear o procedimento para estabelecer negócios com clientes, incluindo a pesquisa de tendências e estudo dos hábitos dos consumidores para prever efetivamente a demanda.

Ela se torna uma vantagem competitiva quando emprega técnicas para antecipar as necessidades dos clientes, e foca nas entradas de receitas de acordo com os materiais comercializados.

O planejamento de vendas assume função estratégica na gestão de empresas, em especial no mercado de varejo. Como consequência, suas funções se misturam com o controle de armazenagem para desenvolver promoções e ofertas com o intuito de promover o giro de estoque.

Portanto, é importante levar em consideração o estoque atual, inclusive as cargas que estão em trânsito, para evitar inconsistências no sistema.

8. Adote sistemas de gerenciamento

O investimento em tecnologia oferece mais oportunidades de negócios a custos significativamente menores, e torna toda a gestão mais ágil e preparada para lidar com imprevistos.

Atualmente, existem no mercado soluções tecnológicas que gerenciam todas as etapas do processo logístico, desde o planejamento de compras até o controle financeiro. Assim, mesmo pequenas empresas podem investir em sistemas simplificados, por preços e condições competitivas.

Sistemas de gestão integrada oferecem a possibilidade de consultar pedidos de compra e venda, medir os níveis de estoque e planejar os intervalos de reposição de mercadorias. E essa ferramenta pode ser integrada ao operador de transportes, para permitir o rastreamento da carga em tempo real.

As contribuições do planejamento logístico

Com a infraestrutura necessária para colocar o planejamento logístico em funcionamento, as empresas começam a obter melhores resultados em sua produtividade. 

Esse tipo investimento agrega valor à marca, aumentando sua credibilidade perante o mercado como uma companhia que preza por processos aprimorados e pratica a excelência em seus negócios. E diferenciais como esse são essenciais para fidelizar o cliente e obter vantagens competitivas sobre os concorrentes.

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